O Grupo Scortecci e seus parceiros estão inaugurando a TV LIVRO. A proposta é postar e produzir vídeos na Internet sobre autores, livros, leitura e literatura. Uma equipe de estagiários da USP, Mackenzie (Jornalismo) e Cásper Líbero (Rádio e TV) está à frente do projeto sob a coordenação do portal AMIGOS DO LIVRO."O grupo foi selecionado entre 152 candidatos", explica João Scortecci, idealizador do projeto, editor do portal e Diretor-Presidente do grupo. "Estamos também montando um pequeno estúdio para produção dos vídeos. A idéia é "convocar o autor, a leitura e o mercado editorial para o debate sobre livro e cultura.” , conclui. A TV LIVRO já está no ar operando para "testes" e sua inauguração está prevista para o início de novembro de 2007. O espaço é livre e democrático desde que o assunto seja “o livro”. Aberta para autores, editoras, livrarias, academias de letras, grupos literários e entidades culturais, a TV LIVRO espera a sua visita.
Acesse o portal ou escreva para: tvlivro@tvlivro.com.br.
SeABD Informativo
Este é um boletim informativo da Seção de Acesso às Bases de Dados da Biblioteca Comunitária da UFSCar, que contém notícias interessantes relacionadas a produtos e serviços oferecidos pela SeABD/BCo/UFSCar
Equipe SeABD
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sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Pioneirismo em biblioteca virtual
Rosaly é homenageada por sua trajetória profissional e contribuição na criação do ProBE, biblioteca eletrônica de periódicos científicos internacionais que foi incorporada ao Portal de Periódicos da Capes
Agência FAPESP – A importância do trabalho de Rosaly Fávero Krzyzanowski, coordenadora da Biblioteca Virtual do Centro de Documentação e Informação da FAPESP (BV-CDi), foi o motivo da homenagem prestada no 2º Seminário de Consórcios de Bibliotecas Ítalo-Ibero-Latino-Americanas (Scbiila), que termina nesta quinta-feira (13/9), em São Paulo.
De acordo com uma das organizadoras do encontro, Elenara Chaves de Almeida, coordenadora de acesso à informação científica e tecnológica do Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), trata-se de uma honraria mais do que merecida, uma vez que o próprio Portal de Periódicos foi implementado com boa parte do know-how do Programa Biblioteca Eletrônica (ProBE), da FAPESP, que foi lançado em 1999 com coordenação operacional de Rosaly.
"Decidimos homenageá-la pela preciosa contribuição para o avanço da ciência da informação. O nascimento do Portal de Periódicos da Capes sempre teve o apoio decisivo dela, especialmente enquanto era coordenadora do ProBE", disse Elenara à Agência FAPESP.
"Com toda a experiência adquirida na criação do ProBE, no início da aquisição das coleções que hoje estão no Portal de Periódicos, Rosaly nos ajudou em negociações importantes com as principais editoras do mundo. Por ser precursora dos consórcios de bibliotecas eletrônicas no país, ela nos mostrou os melhores caminhos", lembrou Elenara.
O ProBE é uma biblioteca virtual de artigos de periódicos científicos internacionais que foi incorporada ao Portal de Periódicos da Capes quando esse foi criado, em 2001, com o objetivo de democratizar o acesso a publicações científicas e tecnológicas de excelência produzidas mundialmente.
"Desconhecia a homenagem, que foi uma surpresa muito gratificante. Logo após a abertura do Scbiila foi realizada uma pausa em que foram passados vários slides sobre a evolução da minha trajetória profissional. Eu não estava sabendo de nada e fiquei muito emocionada. É importante saber que o pioneirismo do ProBE foi reconhecido por profissionais de outros países", disse Rosaly.
Rosaly é membro do Conselho Consultivo do Portal de Periódicos da Capes e auxilia na escolha dos conteúdos e no relacionamento com editores de periódicos científicos internacionais. É membro da Associação Brasileira de Editores Científicos (Abec) e do comitê científico do Portal Revcom (Revistas Eletrônicas de Ciências da Comunicação).
Também presta assessoria ao Consórcio de Periódicos Eletrônicos (Copere), que está em fase de implementação pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de São Paulo (Senac) e abrigará coleções de universidades particulares brasileiras que não têm acesso ao Portal de Periódicos da Capes.
Rosaly é bibliotecária e especialista na área de ciência e informação pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (USP). De 1972 a 1983, foi diretora técnica na Faculdade de Odontologia da USP, quando criou a Rede Nacional de Informação em Saúde Oral. De 1984 a 1993, foi diretora da Divisão de Bibliotecas do Departamento Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP. Foi diretora do mesmo departamento de 1994 a 1999. Foi coordenadora do ProBE de 1999 a 2003, quando tornou-se responsável pela implantação do Centro de Documentação e Informação da FAPESP.
O Seminário de Consórcios de Bibliotecas Ítalo-Ibero-Latino-Americanas (Scbiila) reúne representantes de consórcios de bibliotecas da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Espanha, Itália, México, Peru, Portugal, Uruguai e Venezuela.
O objetivo é refletir sobre as políticas de acesso aos conteúdos das bibliotecas virtuais adotadas pelos países de língua neolatina, além de analisar as tecnologias empregadas na infra-estrutura física de compartilhamento das informações. O seminário tem apoio da Capes, do Senac, da FAPESP e do Ministério da Educação.
Mais informações: www1.sp.senac.br/hotsites/cas/scbiila
Por Thiago Romero
Agência FAPESP – A importância do trabalho de Rosaly Fávero Krzyzanowski, coordenadora da Biblioteca Virtual do Centro de Documentação e Informação da FAPESP (BV-CDi), foi o motivo da homenagem prestada no 2º Seminário de Consórcios de Bibliotecas Ítalo-Ibero-Latino-Americanas (Scbiila), que termina nesta quinta-feira (13/9), em São Paulo.
De acordo com uma das organizadoras do encontro, Elenara Chaves de Almeida, coordenadora de acesso à informação científica e tecnológica do Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), trata-se de uma honraria mais do que merecida, uma vez que o próprio Portal de Periódicos foi implementado com boa parte do know-how do Programa Biblioteca Eletrônica (ProBE), da FAPESP, que foi lançado em 1999 com coordenação operacional de Rosaly.
"Decidimos homenageá-la pela preciosa contribuição para o avanço da ciência da informação. O nascimento do Portal de Periódicos da Capes sempre teve o apoio decisivo dela, especialmente enquanto era coordenadora do ProBE", disse Elenara à Agência FAPESP.
"Com toda a experiência adquirida na criação do ProBE, no início da aquisição das coleções que hoje estão no Portal de Periódicos, Rosaly nos ajudou em negociações importantes com as principais editoras do mundo. Por ser precursora dos consórcios de bibliotecas eletrônicas no país, ela nos mostrou os melhores caminhos", lembrou Elenara.
O ProBE é uma biblioteca virtual de artigos de periódicos científicos internacionais que foi incorporada ao Portal de Periódicos da Capes quando esse foi criado, em 2001, com o objetivo de democratizar o acesso a publicações científicas e tecnológicas de excelência produzidas mundialmente.
"Desconhecia a homenagem, que foi uma surpresa muito gratificante. Logo após a abertura do Scbiila foi realizada uma pausa em que foram passados vários slides sobre a evolução da minha trajetória profissional. Eu não estava sabendo de nada e fiquei muito emocionada. É importante saber que o pioneirismo do ProBE foi reconhecido por profissionais de outros países", disse Rosaly.
Rosaly é membro do Conselho Consultivo do Portal de Periódicos da Capes e auxilia na escolha dos conteúdos e no relacionamento com editores de periódicos científicos internacionais. É membro da Associação Brasileira de Editores Científicos (Abec) e do comitê científico do Portal Revcom (Revistas Eletrônicas de Ciências da Comunicação).
Também presta assessoria ao Consórcio de Periódicos Eletrônicos (Copere), que está em fase de implementação pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de São Paulo (Senac) e abrigará coleções de universidades particulares brasileiras que não têm acesso ao Portal de Periódicos da Capes.
Rosaly é bibliotecária e especialista na área de ciência e informação pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (USP). De 1972 a 1983, foi diretora técnica na Faculdade de Odontologia da USP, quando criou a Rede Nacional de Informação em Saúde Oral. De 1984 a 1993, foi diretora da Divisão de Bibliotecas do Departamento Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP. Foi diretora do mesmo departamento de 1994 a 1999. Foi coordenadora do ProBE de 1999 a 2003, quando tornou-se responsável pela implantação do Centro de Documentação e Informação da FAPESP.
O Seminário de Consórcios de Bibliotecas Ítalo-Ibero-Latino-Americanas (Scbiila) reúne representantes de consórcios de bibliotecas da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Espanha, Itália, México, Peru, Portugal, Uruguai e Venezuela.
O objetivo é refletir sobre as políticas de acesso aos conteúdos das bibliotecas virtuais adotadas pelos países de língua neolatina, além de analisar as tecnologias empregadas na infra-estrutura física de compartilhamento das informações. O seminário tem apoio da Capes, do Senac, da FAPESP e do Ministério da Educação.
Mais informações: www1.sp.senac.br/hotsites/cas/scbiila
Por Thiago Romero
Biblioteca tipo Wikipédia está sendo criada na internet
Projeto nos EUA quer contribuição de internautas; críticos estão céticos.
Giles Turnbull - BBC
1 de agosto de 2007
WASHINGTON - Um projeto ambicioso para criar um catálogo na internet com todos os livros publicados em todas as línguas - Open Library (Biblioteca Aberta, em tradução livre) - está em andamento nos Estados Unidos. Os livros a serem incluídos vão desde o Alcorão e clássicos da língua inglesa como As Aventuras de Huckleberry Finn, à moderna série de obras sobre Harry Potter. Para o chefe da equipe técnica por trás da Open Library, Aaron Swartz, todos os livros já publicados perecisam de uma página na internet, um pouco como uma homepage pessoal. "Neste momento, se você quiser acessar um livro na rede de computadores, o principal lugar onde as pessoas vão é a Amazon (livraria online). É ruim que um site comercial seja a fonte definitiva para informações sobre livros na internet, então nós queremos ter um site que junte informações de editoras comerciais, críticos, leitores, bibliotecas, de toda a parte", disse ele. "O site vai se tornar o lugar onde se pode encontrar livros interessantes e informações sobre eles, quer estejam sendo reeditados, fora de catálogo, ou o que seja." Uma biblioteca assim tem que ser virtual. Nenhum prédio seria grande o suficiente para abrigar todos os livros, nenhum grupo ou governo teria recursos suficientes para construí-lo, ou empregar o número necessário de funcionários. Se a Open Library der certo, tem que ser um espaço virtual, e acessível para todos, como a Wikipédia. Há alguns anos, a idéia de que pessoas em todo o mundo escrevessem sua própria enciclopédia seria loucura - mas isto não impediu que os fundadores da Wikipédia tocassem o projeto, que acabou sendo um dos mais bem sucedidos na rede de computadores nos últimos anos. Para dar a partida no projeto, a Open Library está pedindo a outras bibliotecas que doem seus catálogos. Só isto já apresenta grandes desafios técnicos, pois as informações são armazenadas em formatos e línguas diferentes, e podem vir com suas próprias especificidades, repetições e erros. O que é importante é manter as informações de uma forma estruturada, para que o banco de dados nos bastidores saiba a diferença entre um autor, um título e uma editora. "Nós tínhamos que criar este novo tipo de programa de wiki, o que era um desafio empolgante, porque é preciso implantá-lo para que ao invés de só ter um tipo de página que as pessoas possam editar, possamos ter tipos diferentes." "As pessoas podem editar autores, livros, páginas de texto, e assim por diante. Então há muita coisa nova que precisamos criar. E esta é só a infraestrutura - há ainda muitas coisas para agregar, e dados sobre livros para reunir e organizar para pesquisa." Se as especificações sobre direitos autorais permitirem, haverá uma cópia do livro para download, ou links para cópias do livro em outros locais (tais como o Projeto Gutenberg para digitalizar trabalhos culturais). Por enquanto os recursos para ele vem do Arquivo de Internet, um outro projeto sem fins lucrativos que têm o simples objetivo de manter cópias na rede de computadores para as futuras gerações. Mas a Open Library vai depender de doações em algum momento, e de uma porcentagem na venda de livros de grandes livrarias online. A obtenção de recursos será mais importante diante da competição comercial. O Projeto de Biblioteca do Google, parte do serviço de busca de livros Google Book Search, tem objetivos semelhantes. Naturalmente, o Google tem seus próprios interesses comerciais para proteger e investir neles. A abordagem da Open Library é oposta, com seu compromisso de máxima liberdade de informações, permitindo não apenas que qualquer pessoa navegue pelo site, faça busca e leia livros em seu catálogo, mas que também possam reescrever o próprio catálogo no caminho. Mas a famosa Biblioteca Britânica em Londres está cética. Stephen Bury, diretor de Coleções Européias e Americanas da instituição, disse: "No curto prazo, eu não acho que vamos mandar a eles uma cópia do nosso catálogo. Nossos recursos são limitados e nós precisamos concentrar nossos esforços em nossos próprios projetos de digitalização." "Nós sempre apoiamos a digitalização, e quanto mais, melhor. Mas há algum ceticismo sobre se um dia a Open Library pode se tornar um site comercial com anúncios e coisa assim." Bury não gosta da idéia de permitir que qualquer pessoa possa editar catálogos de bibliotecas. "Eu acho que é preciso um equilíbrio e algum nível de controle. Pode-se ter gente maliciosamente mudando coisas." BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
Giles Turnbull - BBC
1 de agosto de 2007
WASHINGTON - Um projeto ambicioso para criar um catálogo na internet com todos os livros publicados em todas as línguas - Open Library (Biblioteca Aberta, em tradução livre) - está em andamento nos Estados Unidos. Os livros a serem incluídos vão desde o Alcorão e clássicos da língua inglesa como As Aventuras de Huckleberry Finn, à moderna série de obras sobre Harry Potter. Para o chefe da equipe técnica por trás da Open Library, Aaron Swartz, todos os livros já publicados perecisam de uma página na internet, um pouco como uma homepage pessoal. "Neste momento, se você quiser acessar um livro na rede de computadores, o principal lugar onde as pessoas vão é a Amazon (livraria online). É ruim que um site comercial seja a fonte definitiva para informações sobre livros na internet, então nós queremos ter um site que junte informações de editoras comerciais, críticos, leitores, bibliotecas, de toda a parte", disse ele. "O site vai se tornar o lugar onde se pode encontrar livros interessantes e informações sobre eles, quer estejam sendo reeditados, fora de catálogo, ou o que seja." Uma biblioteca assim tem que ser virtual. Nenhum prédio seria grande o suficiente para abrigar todos os livros, nenhum grupo ou governo teria recursos suficientes para construí-lo, ou empregar o número necessário de funcionários. Se a Open Library der certo, tem que ser um espaço virtual, e acessível para todos, como a Wikipédia. Há alguns anos, a idéia de que pessoas em todo o mundo escrevessem sua própria enciclopédia seria loucura - mas isto não impediu que os fundadores da Wikipédia tocassem o projeto, que acabou sendo um dos mais bem sucedidos na rede de computadores nos últimos anos. Para dar a partida no projeto, a Open Library está pedindo a outras bibliotecas que doem seus catálogos. Só isto já apresenta grandes desafios técnicos, pois as informações são armazenadas em formatos e línguas diferentes, e podem vir com suas próprias especificidades, repetições e erros. O que é importante é manter as informações de uma forma estruturada, para que o banco de dados nos bastidores saiba a diferença entre um autor, um título e uma editora. "Nós tínhamos que criar este novo tipo de programa de wiki, o que era um desafio empolgante, porque é preciso implantá-lo para que ao invés de só ter um tipo de página que as pessoas possam editar, possamos ter tipos diferentes." "As pessoas podem editar autores, livros, páginas de texto, e assim por diante. Então há muita coisa nova que precisamos criar. E esta é só a infraestrutura - há ainda muitas coisas para agregar, e dados sobre livros para reunir e organizar para pesquisa." Se as especificações sobre direitos autorais permitirem, haverá uma cópia do livro para download, ou links para cópias do livro em outros locais (tais como o Projeto Gutenberg para digitalizar trabalhos culturais). Por enquanto os recursos para ele vem do Arquivo de Internet, um outro projeto sem fins lucrativos que têm o simples objetivo de manter cópias na rede de computadores para as futuras gerações. Mas a Open Library vai depender de doações em algum momento, e de uma porcentagem na venda de livros de grandes livrarias online. A obtenção de recursos será mais importante diante da competição comercial. O Projeto de Biblioteca do Google, parte do serviço de busca de livros Google Book Search, tem objetivos semelhantes. Naturalmente, o Google tem seus próprios interesses comerciais para proteger e investir neles. A abordagem da Open Library é oposta, com seu compromisso de máxima liberdade de informações, permitindo não apenas que qualquer pessoa navegue pelo site, faça busca e leia livros em seu catálogo, mas que também possam reescrever o próprio catálogo no caminho. Mas a famosa Biblioteca Britânica em Londres está cética. Stephen Bury, diretor de Coleções Européias e Americanas da instituição, disse: "No curto prazo, eu não acho que vamos mandar a eles uma cópia do nosso catálogo. Nossos recursos são limitados e nós precisamos concentrar nossos esforços em nossos próprios projetos de digitalização." "Nós sempre apoiamos a digitalização, e quanto mais, melhor. Mas há algum ceticismo sobre se um dia a Open Library pode se tornar um site comercial com anúncios e coisa assim." Bury não gosta da idéia de permitir que qualquer pessoa possa editar catálogos de bibliotecas. "Eu acho que é preciso um equilíbrio e algum nível de controle. Pode-se ter gente maliciosamente mudando coisas." BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
Inaugurada biblioteca monumental na China
Prédio inaugurado esta semana tem 80 mil metros quadrados, disponibilidade parareceber 2.900 leitores e capacidade para 12 milhões de livros; obra custou R$350 milhõesUma longo retângulo suspenso de 120 metros de comprimento em aço escovado evidro é a marca do novo prédio da Biblioteca Nacional da China [veja foto aolado]. Inaugurado nesta semana, o anexo que custou o equivalente a R$ 350milhões demonstra que obras de impacto continuam a mudar a paisagem mesmo apósa Olimpíada.A Biblioteca virou a terceira maior do mundo com a nova construção. O antigoprédio, que não pode sofrer reformas por ser patrimônio nacional, guarda ostesouros da instituição e só pode receber visitas de acadêmicos epesquisadores.O anexo é para o público geral -e feito para impressionar. Com 80 mil metrosquadrados, tem 2.900 assentos, 460 computadores e oferece acesso à internet semfio (wi-fi).Os usuários podem usar leitores de livros digitais em palmtops para acessar osmais de 200 mil gigabytes de arquivo digital da instituição.O teto do retângulo que abriga a Biblioteca Digital é de vidro, o que permite ouso de luz natural na maior parte do tempo. A base do prédio é em pedra -mas orevestimento interno da principal sala de leitura, de três andares, é demadeira, como nas antigas bibliotecas.O escritório de arquitetura alemão Engel e Zimmermann, que desenhou a obra apósvencer um concurso internacional, projetou um prédio para 12 milhões de livros,ainda que a biblioteca tenha sido aberta com 600 mil. "A obra tem a capacidadepara o crescimento da biblioteca nas próximas três décadas", diz obibliotecário-chefe, Zhan Furui.Literatura controladaNo último andar, que possui centenas de jornais e revistas para consulta, não háuma única publicação estrangeira. Também não há nenhum livro em inglês na nova
biblioteca."Os livros em inglês ficam no velho prédio, onde o acesso é restrito. Aqui, sóem chinês", diz o bibliotecário Li Bin. Apesar da modernidade, a novabiblioteca mantém a política de controle de informação cara ao PartidoComunista.São raros os locais de Pequim onde se encontram revistas estrangeiras. Quando háalguma reportagem crítica à China, os exemplares são recolhidos.Encomendas feitas à Amazon podem levar meses. Os pacotes são abertos pelocorreio, que apreende livros sensíveis. A censura proíbe livros que falem sobrea repressão na Praça da Paz Celestial ou no Tibete, sobre a seita Falun Gong ousobre direitos humanos.Livros que tratem de sexo e erotismo são proibidos e chamados de "poluiçãoespiritual". São os casos de obras que narram as aventuras sexuais de jovenschinesas, como "Shanghai Baby", "Beijing Doll" ou "Candy", e que virarambest-sellers no exterior.No ano passado, a autora Zhang Yihe liderou uma campanha pela internet, semsucesso, pelo fim à censura. Seus três livros, que contam o drama dos chinesesdurante a Revolução Cultural, são proibidos no país.O Escritório Geral de Imprensa e Publicações é responsável pela censura. A saídaé a produção e distribuição clandestina de livros - estima-se que 60% dos livrosque circulam na China sejam piratas. Calcula-se que haja cerca de 4.000 editorasclandestinas.
Fonte: Por Raul Juste Lores, de Pequim.
Folha de São Paulo, 18/09/2008
biblioteca."Os livros em inglês ficam no velho prédio, onde o acesso é restrito. Aqui, sóem chinês", diz o bibliotecário Li Bin. Apesar da modernidade, a novabiblioteca mantém a política de controle de informação cara ao PartidoComunista.São raros os locais de Pequim onde se encontram revistas estrangeiras. Quando háalguma reportagem crítica à China, os exemplares são recolhidos.Encomendas feitas à Amazon podem levar meses. Os pacotes são abertos pelocorreio, que apreende livros sensíveis. A censura proíbe livros que falem sobrea repressão na Praça da Paz Celestial ou no Tibete, sobre a seita Falun Gong ousobre direitos humanos.Livros que tratem de sexo e erotismo são proibidos e chamados de "poluiçãoespiritual". São os casos de obras que narram as aventuras sexuais de jovenschinesas, como "Shanghai Baby", "Beijing Doll" ou "Candy", e que virarambest-sellers no exterior.No ano passado, a autora Zhang Yihe liderou uma campanha pela internet, semsucesso, pelo fim à censura. Seus três livros, que contam o drama dos chinesesdurante a Revolução Cultural, são proibidos no país.O Escritório Geral de Imprensa e Publicações é responsável pela censura. A saídaé a produção e distribuição clandestina de livros - estima-se que 60% dos livrosque circulam na China sejam piratas. Calcula-se que haja cerca de 4.000 editorasclandestinas.
Fonte: Por Raul Juste Lores, de Pequim.
Folha de São Paulo, 18/09/2008
Observatório do mundo acadêmico na internet
Começa a funcionar na próxima semana o projeto-piloto do Observatório daInclusão Educacional e Tecnologias Digitais, que oferecerá aos usuários dainternet, gratuitamente, acesso a conteúdos desenvolvidos pelas universidadespúblicas brasileiras. Os professores universitários também encontrarãocomodidade e um espaço ideal para publicar, on-line, o conteúdo de suaspáginas. Inicialmente, 15 universidades federais participam do Observatório, asde Brasília, Paraná, Rondônia, São Carlos (São Paulo), Minas Gerais, Mato Grossodo Sul, Pelotas e Santa Maria (Rio Grande do Sul), Goiás, Amazonas, Piauí,Amapá, Pará, Fluminense (Rio de Janeiro) e Rural do Rio de Janeiro.Na segunda-feira, dia 3, a Secretaria de Educação Superior (SESu/MEC) enviará,via internet, o kit de software a cada um dos técnicos selecionados pelasuniversidades para o cadastramento dos professores interessados em colocar seusconteúdos no projeto. O professor será cadastrado por meio do CPF e poderádeixar à disposição, em sua página virtual, ligada ao observatório, ocurrículo, jornais, cursos, artigos e livros. O projeto, também conhecido comoPortal Mundo Acadêmico, foi desenvolvido ao longo de dez anos pela Organizaçãodas Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e pela Universidadede Brasília em ambiente de testes. Agora, está sob o comando da SESu, emparceria com a Secretaria de Educação a Distância (Seed/MEC) e com a Unesco.O objetivo principal do observatório é apoiar ações de inclusão educacional quecontribuam para tornar acessíveis cursos, materiais didáticos, estudos epesquisas com o uso das tecnologias digitais. "Desenvolvemos umainfra-estrutura no projeto que permite ao professor criar sua página eadministrar os conteúdos", explicou Irla Bocianoski Rebelo, consultora da SESu.Aos usuários, o projeto oferece ferramentas de busca para localizar professores,
programas, disciplinas e conteúdos diversos. "O observatório propicia inclusãodigital. É uma alternativa para os professores que não têm infra-estrutura paraoferecer seus conteúdos na internet", disse Irla. "A infra-estrutura do projetoé de simples acesso e compreensão."Módulos - O projeto está dividido nos módulos Portal de Busca, Sistema dePublicação e Padrão de Indexação. O Portal de Busca oferece ao usuárioresultados de pesquisa de conteúdos desenvolvidos em instituições de educaçãosuperior. O Sistema de Publicação fornece infra-estrutura para que osprofessores criem páginas acadêmicas e tornem disponível, para acesso livre, aprodução de conhecimento em pesquisa, ensino e extensão, em experimentação enas aplicações das tecnologias da informação e da comunicação, com vistas àexcelência da aprendizagem e ao avanço na pesquisa de novas linguagens eprocedimentos metodológicos. O Padrão de Indexação permitirá às instituições deensino superior que já possuam sistemas de publicação tornar os conteúdosdisponíveis a partir do portal de busca.O observatório é desenvolvido de acordo com a política de software livreimplantada pelo governo. Assim, o código do portal de publicação será aberto àsociedade para a realização de adaptações que se façam necessárias. OMinistério da Educação abre oportunidades para a reformulação do sistema deacordo com as necessidades identificadas pela própria instituição.O acesso público já pode ser feito por qualquer interessado. Em maio próximo, oprojeto será lançado oficialmente pelo MEC.
Assessoria de Comunicação do MEC
Repórter: Susan Faria
programas, disciplinas e conteúdos diversos. "O observatório propicia inclusãodigital. É uma alternativa para os professores que não têm infra-estrutura paraoferecer seus conteúdos na internet", disse Irla. "A infra-estrutura do projetoé de simples acesso e compreensão."Módulos - O projeto está dividido nos módulos Portal de Busca, Sistema dePublicação e Padrão de Indexação. O Portal de Busca oferece ao usuárioresultados de pesquisa de conteúdos desenvolvidos em instituições de educaçãosuperior. O Sistema de Publicação fornece infra-estrutura para que osprofessores criem páginas acadêmicas e tornem disponível, para acesso livre, aprodução de conhecimento em pesquisa, ensino e extensão, em experimentação enas aplicações das tecnologias da informação e da comunicação, com vistas àexcelência da aprendizagem e ao avanço na pesquisa de novas linguagens eprocedimentos metodológicos. O Padrão de Indexação permitirá às instituições deensino superior que já possuam sistemas de publicação tornar os conteúdosdisponíveis a partir do portal de busca.O observatório é desenvolvido de acordo com a política de software livreimplantada pelo governo. Assim, o código do portal de publicação será aberto àsociedade para a realização de adaptações que se façam necessárias. OMinistério da Educação abre oportunidades para a reformulação do sistema deacordo com as necessidades identificadas pela própria instituição.O acesso público já pode ser feito por qualquer interessado. Em maio próximo, oprojeto será lançado oficialmente pelo MEC.
Assessoria de Comunicação do MEC
Repórter: Susan Faria
Marcadores:
Bibliotecas Virtuais,
Pesquisa Acadêmica
RODA VIVA: a memória do programa na internet
Por Agência Fapesp em 17/6/2008
Reproduzido da Agência Fapesp, 17/6/2008
O Memória Roda Viva, um novo canal de pesquisa na internet, foi lançado na segunda-feira (16/6). O projeto tem como objeto o acervo do programa Roda Viva, da TV Cultura, e é voltado para estudantes, pesquisadores e o público em geral.Trata-se de uma iniciativa conjunta da Fundação Padre Anchieta e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), por meio de seu Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) e do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas (Nepp). O projeto tem apoio da Fapesp por meio da modalidade de Auxílio a Pesquisa.Inicialmente, o site reúne o texto integral de mais de 200 entrevistas com personalidades de diversas áreas, entre os quais Ayrton Senna, Dom Paulo Evaristo Arns, Drauzio Varella, Elza Soares, Emerson Fittipaldi, Fernando Henrique Cardoso, Fidel Castro, Gianfrancesco Guarnieri, Grande Otelo, Luís Carlos Prestes, Nelson Piquet, Oscar Niemeyer, Patch Adams, Paulo Autran, Pedro Almodóvar, Plínio Marcos e Telê Santana."O site disponibiliza o conteúdo do Roda Viva em um fantástico instrumento de pesquisa, que permite o acesso e a consulta à história do programa por qualquer pessoa que tenha acesso à internet", disse Paulo Markun, presidente da Fundação Padre Anchieta.Registro importanteO objetivo do site é oferecer o texto completo das mais de 1,2 mil entrevistas feitas em 21 anos de existência do programa. Aos textos são acrescidos vídeos com cerca de dois minutos que destacam parte da entrevista concedida ao programa e verbetes, ou seja, referências explicativas de termos, nomes e citações feitas pelos entrevistados.Um sistema de navegação simples permite que se encontre rapidamente uma determinada entrevista. Além disso, um mecanismo de busca por palavras-chave e a divisão por cinco grandes temas (Ciência, Cultura, Economia, Esportes e Política) facilita pesquisas mais específicas."A publicação das transcrições das entrevistas cria um registro importante na história recente, assegura sua preservação definitiva, possibilita acesso livre a todo o conteúdo e reconstrói o processo de formação da agenda pública brasileira nas duas últimas décadas, quando se deu a discussão das questões mais relevantes de nossa atualidade, bem como a sua continuidade futura", disse Carlos Vogt, secretário do Ensino Superior e coordenador do Labjor.
http://www.rodaviva.fapesp.br/
Reproduzido da Agência Fapesp, 17/6/2008
O Memória Roda Viva, um novo canal de pesquisa na internet, foi lançado na segunda-feira (16/6). O projeto tem como objeto o acervo do programa Roda Viva, da TV Cultura, e é voltado para estudantes, pesquisadores e o público em geral.Trata-se de uma iniciativa conjunta da Fundação Padre Anchieta e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), por meio de seu Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) e do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas (Nepp). O projeto tem apoio da Fapesp por meio da modalidade de Auxílio a Pesquisa.Inicialmente, o site reúne o texto integral de mais de 200 entrevistas com personalidades de diversas áreas, entre os quais Ayrton Senna, Dom Paulo Evaristo Arns, Drauzio Varella, Elza Soares, Emerson Fittipaldi, Fernando Henrique Cardoso, Fidel Castro, Gianfrancesco Guarnieri, Grande Otelo, Luís Carlos Prestes, Nelson Piquet, Oscar Niemeyer, Patch Adams, Paulo Autran, Pedro Almodóvar, Plínio Marcos e Telê Santana."O site disponibiliza o conteúdo do Roda Viva em um fantástico instrumento de pesquisa, que permite o acesso e a consulta à história do programa por qualquer pessoa que tenha acesso à internet", disse Paulo Markun, presidente da Fundação Padre Anchieta.Registro importanteO objetivo do site é oferecer o texto completo das mais de 1,2 mil entrevistas feitas em 21 anos de existência do programa. Aos textos são acrescidos vídeos com cerca de dois minutos que destacam parte da entrevista concedida ao programa e verbetes, ou seja, referências explicativas de termos, nomes e citações feitas pelos entrevistados.Um sistema de navegação simples permite que se encontre rapidamente uma determinada entrevista. Além disso, um mecanismo de busca por palavras-chave e a divisão por cinco grandes temas (Ciência, Cultura, Economia, Esportes e Política) facilita pesquisas mais específicas."A publicação das transcrições das entrevistas cria um registro importante na história recente, assegura sua preservação definitiva, possibilita acesso livre a todo o conteúdo e reconstrói o processo de formação da agenda pública brasileira nas duas últimas décadas, quando se deu a discussão das questões mais relevantes de nossa atualidade, bem como a sua continuidade futura", disse Carlos Vogt, secretário do Ensino Superior e coordenador do Labjor.
http://www.rodaviva.fapesp.br/
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Enciclopédia Larousse na web
Desde 15 de maio de 2008 que a editora Larousse passou aoferecer o acesso à sua Enciclopédia Larousse na versão em linha [URL:http://www.larousse.fr/#]. Esta versão, lançada com certo atraso em relaçãoàs congêneres norte-americanas, pretende concorrer com a Wikipédia emfrancês [URL: http://fr.wikipedia.org/wiki/Accueil], que, em seis de junhode 2008, contava com 667.967 verbetes na língua francesa. Similar ao trabalho cooperativo da Wikipédia, construída ealimentada por milhares de usuários colaboradores, a nova Larousse pretendeoferecer algo inovador: passou a disponibilizar, de forma gratuita e emlinha, o conteúdo da enciclopédia da antiga edição impressa. Isto, de fato,é uma novidade, pois disponibiliza conteúdos já "testados e verificados"pelos inúmeros colaboradores da edição tradicional. Na Wikipédia ascolaborações são anônimas, podendo levar a possíveis erros e/ou omissões nosverbetes. Ao passo que, na nova Larousse os colaboradores terão que fazerinscrição para poderem enviar as suas contribuições que serão avaliadas porum comitê editorial composto por especialistas antes de serem publicadas emlinha. Assim, a editora francesa passou a utilizar uma metodologia híbridade aproveitar os cerca de 170 mil verbetes antigos e possibilitar acolaboração voluntária dos internautas. Com essa ação pioneira da Larousse cabe aqui uma indagação: seráque este será o caminho a ser seguido pelas enciclopédias tradicionaisgeralmente publicadas no formato impresso? É sabido que no formato impresso
as edições de enciclopédias, geralmente com 20 ou mais volumes, tinham umciclo de vida em torno de 10 anos. É claro que, em pouco tempo, elas ficavamcom muitos verbetes obsoletos - mesmo com as atualizações por meio dos"Livros do Ano". Parece que uma nova página está sendo virada na longa históriadas enciclopédias. Espera-se que ela possa trazer para o leitor (agora, nociberespaço, um internauta), amplas facilidades de acesso e conteúdos dequalidade e maior atualidade.
Murilo Cunha
as edições de enciclopédias, geralmente com 20 ou mais volumes, tinham umciclo de vida em torno de 10 anos. É claro que, em pouco tempo, elas ficavamcom muitos verbetes obsoletos - mesmo com as atualizações por meio dos"Livros do Ano". Parece que uma nova página está sendo virada na longa históriadas enciclopédias. Espera-se que ela possa trazer para o leitor (agora, nociberespaço, um internauta), amplas facilidades de acesso e conteúdos dequalidade e maior atualidade.
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